A importância da Pulse na carreira de Pedro Spajari

novembro 15, 2018
admin

Pedro Spajari, um dos principais velocistas do Brasil e agora do mundo, contou com a ajuda da Pulse- Medicina Esportiva, para um momento essencial na sua carreira. Há quase quatro anos o atleta do Esporte Clube Pinheiros descobriu ser portador da síndrome de Klinefelter, uma condição genética em que o indivíduo masculino nasce com um cromossomo X a mais.

Essa alteração está relacionada com a diminuição da produção dos hormônios sexuais masculinos e isso traz alterações físicas e comportamentais significativas. Entre as alterações estão os baixos níveis de testosterona, o que acarreta na escassez de produção de pelos no corpo, dificuldade de se ganhar massa muscular, queda do vigor físico e prejuízo cognitivo, além de baixa imunidade e, muitas vezes, a infertilidade.

“Fiquei muito triste. Minha mãe e meu pai me ajudaram e deram força porque eu morava sozinho em São Paulo. Houve uma época que eu queria parar de nadar. Pensava que era inferior a todo mundo”, afirmou Spajari à Folha de S.Paulo.

Mesmo com todas essas alterações Spajari nunca deixou de sonhar com o alto rendimento e a seleção brasileira de natação. No início da carreira o atleta optou pelo não tratamento, mas em 2016, ano em que não conseguiu entrar para o time olímpico, percebeu que era necessário.

O atleta procurou a Dra Ana Carolina Corte, médica da Pulse – Medicina Esportiva, que avaliou o caso e decidiu iniciar o tratamento.  “A decisão foi em conjunto. Após a confirmação do diagnóstico, revisei o que tem de mais atual na literatura e, o tratamento proposto é a reposição hormonal. Conversei com o Pedro, expliquei que para que ele tratasse, precisaríamos de uma autorização para uso da medicação emitida pela ABCD e FINA. E mostrei que o fato da baixíssima produção de testosterona, estava o prejudicando em diversos aspectos, não somente na performance esportiva, mas aspectos clínicos também. Pedro topou o tratamento”, disse a doutora.

Eles demoraram quatro meses, entre a confirmação diagnóstica com exames, a elaboração de uma justificativa para FINA e ABCD e o recebimento da autorização do uso da medicação. Enquanto isso, foi preciso coletar os dados do atleta. “Coletamos todos os dados necessários para acompanhamento do Pedro: dados de composição corporal, força, e exames laboratoriais. Assim que a recebi a autorização, o Pedro me pediu que conversasse com o Albertinho (treinador dele) e assim, nós 3, sabíamos que o melhor estaria por vir”, completou a médica.

A profissional da Pulse explica que os níveis de testosterona devem ser monitorados mensalmente  e não devem ultrapassar as taxas consideradas normais.  Os índices são informados ao técnico, que os usa para montar o programa de treino.

Após o início do tratamento, que é para toda a vida, o atleta de Mococa começou a ganhar massa muscular e não costuma ficar tão doente, como antes. “Optamos por correr atrás de toda burocracia e tratar uma situação que precisava ser tratada. Algumas pessoas me disseram que eu fui corajosa por tratar um atleta com testosterona, mas não vejo assim. O que tem que ser feito, tem que ser feito. E era o correto e fizemos de maneira correta. Só iniciamos o tratamento após a AUT (autorização de uso terapêutico). E o resultado está aí: melhora de performance mas, principalmente, melhora na qualidade de vida”, finaliza a Ana Carolina.

O resultado do tratamento pode ser visto a cada competição de Spajari. Hoje ele tem o 12º melhor tempo do mundo este ano nos 50m livre (21s82) e o quarto melhor tempo do mundo nos 100 metros livre (47s95), tempos feitos no Troféu Maria Lenk de abril deste ano. O nadador foi, no último mês, campeão com o time brasileiro do revezamento 4×100 m livre no Campeonato Pan Pacífico, a principal competição do ano, realizada em Tóquio, no Japão.